FILTROS

São diversas opções, aplicativos e filtros. Ferramentas para mudar o fundo, as cores e até mesmo o corpo. Afinal, defeitos não tem espaço nas nossas vidas das redes sociais.

O mais importante é ter um feed bonito e fotos impecáveis que pegam o nosso melhor angulo. Quanto mais seguidores, mais importante somos, e quanto mais curtidas, mais amados somos.

Aprendemos a viver duas vidas, uma postada e outra realmente vivida. Viramos mestres em disfarçar e mostrar somente as partes interessantes, e viramos cúmplices de um padrão que nem percebemos. Começamos a achar a vida do próximo mais interessante que a nossa, e viramos praticamente escravos dos comentários alheios.

Esquecemos que aquilo que as pessoas postam não são necessariamente o que as pessoas são, e que no meio de tanta paisagem e fotos perfeitas, existe uma pessoa normal vivendo simplesmente uma vida diferente da nossa.

Os eventos passam a ser vistos através de uma tela de celular, e ficamos com tanto medo de perder o momento que acabamos filmando tudo, e não vendo realmente nada.

A rede social não é o vilão, a nossa falta de equilíbrio que é. Nem toda viagem precisa ser filmada, todas as saídas fotografadas ou todas as opiniões escritas em 140 caracteres.

A vida vai muito além do virtual.

Nosso corpo não precisa ter efeito para ser considerado bonito, e não precisamos ser classificados pela quantidade de seguidores. Uma amizade não precisa ser construída na quantidade de comentários, e podemos ser muito mais do que a nossa descrição de perfil.

As redes sociais trouxeram diversos benefícios, mas o perigo é quando ela vira essencial, nos fazendo esquecer que não existem filtros na vida real.


FILTERS

There are many options, apps and filters. Tools to change the background, colors and even bodies. After all, there’s no room for flaws on our social media lives.

What matters the most is having a nice feed and great pictures that capture our best angle. The more followers we have, the more important we are, and the more likes we get, the more loved we are.

We learn to live two lives: one we post and one we actually live. We become masters in disguise and show only the interesting parts, we become accomplices os a patterns we don’t even realize.

It’s often forgotten that what people post is not exactly what they are, and that in the middle of so many landscapes and perfect pictures there is a normal person simply living a different live from us.

Events are now seen through a phone screen and we get so afraid of loosing the moment that we end up filming everything and seeing nothing.

Social media is not the villain – our lack of balance is. Not every trip needs to be filmed, not every night out photographed or every opinion written in 140 characters.

Life goes way beyond the virtual world.

Our body doesn’t need effects to be considered pretty and we don’t need to be classified by our followers numbers. A friendship doesn’t have to be built around the number of comments and we can be way more than our bio.

Social media brought a lot of upsides, but danger lies when it becomes essential, making us forget that there are no filter in real life.

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